Durante uma ausência, outra pessoa pode ter desenvolvido uma relação com um parceiro, esclarecido uma dificuldade ou encontrado uma rotina mais simples. Quando o colega regressa, esse trabalho não deve desaparecer por não pertencer à organização anterior. Também não é necessário tratar como ultrapassado tudo o que a pessoa que regressa sabe. A passagem pode reunir os dois percursos. [S1]
Imagine-se uma situação hipotética em que um contacto comercial passou a utilizar uma confirmação mais clara dos pedidos. Quem o acompanhou entretanto conhece a melhoria; quem regressa conhece compromissos e particularidades da relação que continuam relevantes. Uma conversa sobre uma entrega concreta pode ajudar a perceber o que deve ser preservado e que informação ainda não foi partilhada. A disputa sobre quem ocupava primeiro a função oferece menos elementos para decidir como ela deverá funcionar agora.
Quem lidera pode ajudar a delimitar responsabilidades e a reconhecer contribuições sem transformar a passagem numa avaliação pública de lealdades. Importa que as pessoas saibam quem continuará a decidir, que apoio ficará disponível e onde será registado o conhecimento necessário. O regresso torna-se uma oportunidade de aprendizagem quando aquilo que foi desenvolvido durante a ausência pode integrar o trabalho futuro, em vez de ficar preso à pessoa que teve de improvisar uma resposta temporária.