Uma transição pode precisar do apoio de quem conhecia o trabalho antes da mudança. Esse apoio é valioso, mas deve ter um papel compreensível. Se a pessoa continua a dar instruções diretamente enquanto outra passou a responder pelo resultado, a equipa pode encontrar duas orientações legítimas e incompatíveis. A colaboração precisa de ajudar a passagem, em vez de manter a responsabilidade dividida sem que ninguém o tenha decidido. [S1]
Num cenário hipotético, um responsável anterior ajuda a explicar um projeto e continua a ser procurado para resolver dúvidas. Uma resposta sobre o contexto transforma-se, pouco a pouco, numa indicação sobre o que fazer a seguir. Quem assumiu a função só descobre a alteração quando o trabalho já começou. O problema não exige presumir má intenção; exige esclarecer a diferença entre transmitir conhecimento e alterar a orientação vigente.
Pode ser útil combinar quais as perguntas que continuam a passar por quem entrega, quem toma a decisão e como se comunica uma alteração. Essa fronteira deve ser conhecida também pela equipa. Ao rever a transição, interessa observar se a informação ficou acessível e se a nova responsabilidade consegue funcionar. A disponibilidade de quem sai é um recurso de aprendizagem; não deve tornar-se uma condição indefinida para reconhecer a legitimidade de quem entra.