Uma lista de presenças mostra quem conseguiu chegar a uma atividade. Não explica, sozinha, por que outros negócios ou pessoas ficaram de fora. A ausência pode corresponder a desinteresse, mas também a horário incompatível, linguagem pouco clara ou dificuldade em perceber a utilidade da proposta.
A nota da redação ATNZO recomenda tratar estas possibilidades como perguntas de avaliação, sem transformar qualquer ausência numa falha do programa. O objetivo é obter informação suficiente para distinguir uma oferta sem pertinência de uma oferta que não encontrou uma forma adequada de chegar aos destinatários.
Uma conversa breve com alguns não participantes pode esclarecer o obstáculo. Sabiam da iniciativa? Reconheciam o problema que ela procurava resolver? O momento escolhido era viável? A resposta deve ser relacionada com o desenho da atividade, em vez de servir apenas para concluir que faltou divulgação.
Também convém examinar o que aconteceu a quem participou. Uma sessão pode ser bem recebida e não deixar instrumentos utilizáveis. Uma atividade pequena pode permitir uma mudança concreta de operação. A quantidade de presenças e a utilidade do trabalho respondem a perguntas diferentes; nenhuma deve ser tomada como prova automática da outra.
O ajuste pode passar pelo horário, pelo formato ou pelo âmbito. Pode ainda revelar que a prioridade precisa de mudar. A avaliação ganha valor quando permite uma escolha responsável sobre os recursos disponíveis, preservando a diversidade de necessidades dos pequenos negócios e evitando apresentar uma única solução como resposta para todo o território.
Esta nota desenvolve uma análise autoral de Lucas Atanazio, empresário e fundador da ATNZO, publicada nesta mesma série editorial.