Perguntar se alguém tem dúvidas nem sempre permite saber se uma equipa compreendeu e avaliou uma decisão. A resposta exige que cada pessoa escolha o tema e assuma, diante dos colegas, o risco de contrariar uma proposta já apresentada pelo responsável.
Esta nota de gestão da redação ATNZO sugere atribuir uma tarefa mais definida à sala. Identificar a condição que pode falhar primeiro, a parte mais difícil de explicar ao cliente ou a informação que faria rever o plano são exercícios diferentes de declarar concordância ou oposição.
A pergunta deve ser escolhida em função da decisão. Num trabalho com várias dependências, pode interessar perceber qual passagem está menos preparada. Numa alteração de atendimento, pode ser mais útil testar a explicação que chegará ao público. Repetir uma pergunta decorada em qualquer reunião pode tornar o exercício tão vazio como o silêncio inicial.
O responsável precisa também de reservar espaço para responder. Uma observação pode ser pertinente sem alterar a escolha. Nesse caso, a equipa deve perceber como o risco foi considerado e que condição o torna aceitável. Se faltar informação, alguém precisa de a procurar e regressar com uma conclusão.
O objetivo não é criar discussão permanente nem transformar a reunião numa votação. É obter informação antes da execução e fechar a decisão com mais clareza. A qualidade do alinhamento aparece quando as pessoas conseguem explicar o que farão, o que devem acompanhar e em que circunstância precisam de voltar a falar.
Esta nota desenvolve uma análise autoral de Lucas Atanazio, empresário e fundador da ATNZO, publicada nesta mesma série editorial.